Rosca cortada e rosca laminada chegam ao mesmo desenho, mas não chegam ao mesmo desempenho. A diferença está no que acontece com o material durante a formação do filete, e isso aparece justamente onde dói: na resistência à fadiga.
O que muda na estrutura do aço
Na usinagem, a ferramenta corta o material e interrompe as fibras do aço no fundo do filete, que é exatamente a região de maior concentração de tensão. Na laminação, o filete é conformado a frio por deformação plástica: as fibras acompanham o perfil da rosca em vez de serem cortadas, e a superfície ainda ganha encruamento.
- Maior resistência à fadiga e à tração, principalmente em peças que sofrem carga alternada.
- Acabamento superficial superior, sem as marcas de ferramenta típicas do corte.
- Processo a frio, que não altera a microestrutura por temperatura.
- Produtividade muito maior em série, porque não há remoção de cavaco.
Tirante que quebra em campo raramente falha no meio do corpo. Falha no primeiro filete engajado.
Quando ainda vale usinar
Laminar exige ferramental dedicado ao perfil. Para protótipos, lotes pequenos ou roscas fora de padrão, o custo do ferramental não se paga e a usinagem continua sendo a escolha correta. A conta vira quando o volume cresce ou quando o requisito de resistência é crítico.

Nossa capacidade de laminação
Temos quatro equipamentos de laminação com capacidade de até 30 toneladas, usados principalmente em tirantes e perfis de grande porte para o setor rodoviário e para implementos agrícolas. Como a laminação fica na mesma planta do torneamento e da retífica, o item sai daqui pronto, com rastreabilidade do aço mantida por lote.



